sexta-feira, junho 16, 2006

A vida é uma aventura



Não, não é só nos filmes. Avida é uma aventura... Se nós a encararmos desta forma. O destino apenas traça a rota. É o mapa desta jornada terrestre em que a nossa alma percorre o que o nosso corpo deixa. O percurso, esse pode ser diferente e vivenciado de maneiras insuspeitáveis.

Quando algumas pessoas olham para o oceano apenas conseguem ver uma imensidão de água, um tédio azul que as enjoa. Outros ao contemplarem tamanho horizonte estipulam viagems, traçam rotas, realizam descobertas. Como cada um encara o percurso que traçou para a sua vida irá ditar o sucesso da viagem e o fardo da mesma.

Por isso escolhi esta foto. Porque ela para mim simboliza isso. O tomar conta do nosso rumo, fazê-lo interessante, misterioso, apetecível e diferente. Só assim podemos ansiar por uma nova jornada na nossa vida. Um homem numa mota de sonho, com uma mulher de sonho, numa encruzilhada, em que o prazer da viagem se mistura com o perigo do caminho.

Esta fotografia foi realizada para a revista Motoregiões, num test drive de uma Harley Davidson, com o apoio da agência de modelos Divine. A luz do fim de tarde e o céu um pouco encoberto ajudou a suavizar a luz do sol, o que providenciou uma quase ausência de sombras. Como tinhamos estado a fazer umas fotos em movimento para captar algumas fotos de panning ainda estava com prioridade ao obturador, pelo que aumentei a velocidade de obturação para 1/650 segundos o que permitiu uma abertura de f5. A distância focal foi de 200mm, segurado à mão sem apoio. Nikon D70 com 70-300mm f4-5.6 D ED.

quarta-feira, maio 31, 2006

Inocente Olhar


Haverá algo mais inocente no mundo que as crianças? Se o hà certamente não será com a mesma delicadeza, paixão e engenho que, como esse ser delicado que é uma criança, nos desperta um sorriso.

Hà algo em nós que quer voltar ao aconchego da infância, à inocência de meninos, ao despertar para os sentidos. Ao contemplarmos esse olhar inocente somos arremessados para este sentimento adormecido que tentamos esquecer. Somos tão grandes mas gostamos tando de quando éramos pequenos.

E assim, embebidos pela nostálgica recordação da nossa meninisse, com recordações de primeiras namoradas e de veróes passados na praia por entre férias de escola, sorrimos. E então suspiramos como que para trancar o resto da criança que hà em nós neste recôndito lugar a que chamamos recordação.

Nikon D70 com Sigma 105mm a f2.8 1/200 seg. com ISO 800. Apenas iluminado com luz natural vinda da janela à esquerda da criança, que devido ao entardecer se encontrava bastante difusa e suave.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Contemplação


Todos nós em alguns momentos da nossa vida, do nosso dia a dia contemplamos o horizonte. Alguns em busca de longinquas recordações do passado, outros arquitectanto sonhos futuros. Mas sempre em dada altura o fazemos. O horizonte faz-nos retroceder inconscientemente para o nosso passado de conquistadores marítimos, que outrora contemplavam o horizonte em busca de novas terras, virgens aos olhos de quem nunca tinha viajado para além da sua portuguesa pequenez. Agora navegamos em sonhos e recordações tão braviamente como os nossos antepassados o fizeram no mar, sem contudo nos expormos à magnitude dos grandes oceanos.

Esta fotografia revela-nos um casal na sua contemplação do mar. O horizonte longínquo e as gaivotas que recortam o ar parecem fazer crescer os seus sonhos. E como se bebessem do por do sol inspiração para as suas vidas, contemplam...

Dados técnicos: Nikon D70 com lente Nikon 18-70mm f3.5-4.5 a uma distância focal de aprox. 30mm. 1/1000 seg. a f10. Medição ponderada de predomínio central. Fiz primeiro uma medição da exposição no céu e mar, a qual tranquei com o botão AE lock. Enquadrei e expus, ficando o assunto (casal) subexposto, quse em contraluz. No computador corrigi ligeiramente a exposição para não ficar tão contraluz, com uma máscara de levels e outra de curves no Photoshop. Simulei com uma nova camada um filtro de gradiente para o céu dando assim uma transição mais suave do céu para o mar.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Vistas Comuns - um olhar fotográfico

Quantas vezes olhamos para o que se passa à nossa volta sem vermos nada de novo? Sem a ousadia de redescobrirmos no nosso dia a dia, na nossa rotineira maneira de ser, um novo olhar sobre o que nos rodeia.

É sobre esse olhar renovador que me proponho falar neste blog. Sobre uma nova maneira de ver os assuntos mundanos do quotidiano, da rotina diária, do comum das nossas vidas, através das minhas fotografias. Certo terá o leitor que nenhuma das fotografias aqui colocadas serão de alguma forma encenadas. Serão apenas capturas casuais, mais ou menos artísticas consoante o olhar crítico do leitor, e espero que sempre inovadoras na maneira de abordar o assunto fotográfico.

Assumo aqui um compromisso com o leitor. O de colocar uma fotografia pelo menos uma vez por mês. Contudo irei tentar que a periocidade das mesmas seja encurtada para uma por semana. Tentarei expôr a tecnica utilizada na captura da imagem, algo que por vezes alguns fotógrafos temem em expôr, não sei se por falta de técnica se por quererem mistificar o momento da captura, tornando-a numa técnica secreta de sucesso, cujo segredo não pode ser partilhado para não ser igualado o sucesso ou resultado. Da minha parte haverá transparência e discussão dos resultados, de modo a que os menos experientes possam apreder alguma coisa, e que os mais experiêntes me possam ensinar algo também. Pois só ao reconhecermos as nossas limitações podemos avançar no caminho de as superarmos.

Ao leitor apenas peço a sua leitura atenta e os comentários sinceros. É assim que se forma um compromisso, uma aliança. Quando alguém dá o pouco que tem a quem o quer apreciar, analizar e até criticar.

Para quem esteja interessado num olhar mais profundo ao meu olhar fotográfico pode fazê-lo no meu site http://nuno.smugmug.com

Nuno Monteiro